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Conheça Frei Inocêncio

Participei de uma oficina de fabricação de mamulengos com o Biribinha. Foi muito boa a oficina e bastante prática também. Um dos mamulengos que criei lá, sob supervisão/orientação/ajuda do Biribinha, foi o Frei Inocêncio.

Frei Inocêncio é um cara meio mal, mas ainda estou definindo seu perfil. De qualquer forma, o nome é irônico com seu futuro papel de vilão no mundo dos mamulengos (e o nome foi sugestão do Biribinha). Freis Inocêncios que eventualmente existam ou tenham existido nada têm a ver com este Frei Inocêncio (ou pelo menos não têm nada intencionalmente a ver).

Escarlate II #12 - Todos a Bordo

Escarlate II #12 - Todos a Bordo

- Capitão Ched. Em que posso ajudá-lo? - O homem de óculos olha para Zand preocupado, como se estivesse tentando descobrir o que se passa em sua mente. Do seu lado um homem sem uma orelha olha em volta, antes de encarar Zand da mesma forma. Os outros olham com alguma curiosidade também.

Não é difícil para Zand deduzir que está diante de um grupo de aventureiros.

- Preciso ir a Noak.

- A Noak mesmo? - Eles se olham, cada um com uma expressão diferente.

- Estou indo a Beniw.

- Sinto muito, mas não vai encontrar uma embarcação que te leve lá. - Um outro na mesa fala, de barba rala e chapéu curvado, com ar esnobe. - Beniw não é uma cidade costeira. Hahaha!

- Been... - O capitão Ched o repreende, então continua. - Ok, senhor, não me interessa no momento saber o que busca em Beniw. Só me interessa saber duas coisas. Primeiro, o que a marinha de Noak achará disso. Segundo, o que está propondo em troca.

- Estou indo para um acerto de contas. E eu vou pagar pelo serviço.

- Sabe que lá o clima não está muito bom, não sabe?

- Pouco me importa.

- Então tem mais causas para ir do que para não ir...

- Correção. Tenho muitas causas para ir, nenhuma para não ir.

- Bem, vamos acertar valores...


A embarcação é um tanto grande. Tem canhões e uma tripulação um tanto grande. Zand vai até o Diabo M com os 14 tripulantes que estava na Praia.

Capitão Ched, Been e outros tantos. Gwat é o nome daquele sem orelha. Não saiu de perto de Ched em nenhum momento da negociação e era constantemente consultado com o olhar.

“E pensar que antigamente meus pais queriam que eu fosse marinheiro...”

“Eles não me parecem exatamente marinheiros...”

“Eve...”

“Oi...”

“Você continua se intrometendo em meus pensamentos.”

“Foi sem querer. É difícil saber quando você está falando comigo e quando não está.”

“Você me irrita.”

“Cuidado com esse povo todo.”

“Eu sei o que estou fazendo.”

“Espero que dessa vez sim.”

“O que quer dizer com isso?”

“Não nada...”

“Olha, eu devia aproveitar a viagem pra jogar você no meio do mar.”

“Você não teria coragem.”

“Você acha que...”

- Tzarend! - Um homem vestido com uma capa vinho se aproxima com um livro na mão. Zand olha, tentando lembrar seu nome. - Breig! Chamo-me Breig!

- O que há?

- Já estamos partindo, amigo. - Seja bem-vindo à embarcação.

- Por que Diabo M?

- É uma história interessante. Eniu ainda vai cantar essa história uma noite dessas.

- Eniu?

- Nosso amigo bardo. Mas adianto que é tão antiga que é anterior ao capitão Ched. - Ele faz uma pausa para ver melhor a expressão de Zand – É, meu amigo, é uma longa história... A Diabo M não é uma embarcação construída ontem. Há viventes neste navio que são mais novos que ela. Bem vi que és um guerreiro experiente. Posso te fazer uma pergunta?

- Depende.

- O que trazes sob o manto é mesmo o que penso que é?

Zand olha com um ar de desinteresse sequer em formular uma resposta.

- Uma armadura de escamas de dragão vermelho?

- Por quê?

- Não, só curiosidade! Bem, preciso estudar. Prazer tê-lo a bordo e vamos chegar em Beufy em dois tempos.

“Beufy...”

“E Beufu... As duas cidades costeiras mais próximas de Beniw.”

“É, Eve, eu conheço essas cidades.”

“E Beufan, um pouco mais distante... As costeiras de Noak. Como as cidade Ey Vudeon e companhia em Wimow...”

“Beufan? Não existe mais. Virou Kreuk.”

“Sério?”

“Sério.”

- E aí Been! Eu ganhei! - O tal de Breig fala ao longe com aquele sujeito de chapéu curvado. - É uma armadura de dragão vermelho.

- Ah não, sério? Droga! E eu que invento essas apostas pra depois perder...

- Depois você me dá a adaga de prata.

- Droga!

Pouco depois, a Diabo M deixa Ey Vudeon e segue rumo a seu novo destino...

Camisa Princesa de Cristal

Camisa Princesa de Cristal

Este ano vou lançar a versão impressa do livro Jasmim, provavelmente em novembro. Para ajudar financeiramente nisso, mandei fazer uma camisa interessante.

Esta camisa não é exatamente uma "camisa da banda", mas é uma camisa da banda em grande parte. Não é exatamente, porque não traz o nome da banda. É em grande parte porque traz parte do refrão da música Princesa de Cristal. E assim é que ela faz referência a duas coisas ao mesmo tempo: à música Princesa de Cristal e ao cordel Castelo Gótico (imagem).

A mensagem da camisa pode parecer um pouco chocante, mas tem um contexto. Deem uma olhada na letra!

Quem tiver interesse em adquirir esta camisa, procure um dos integrantes da banda Infinnita. Está baratinha. ;-)

Sobre Jasmim impressa, vai ser um lançamento bem bacana. Aguardem novidades interessantes no decorrer das semanas até lá...

Corrigindo 20 ditados

01- "É dando que se ... engravida".
02- "Quem ri por último... é retardado".
03- "Alegria de pobre... é impossível".
04- "Quem com ferro fere... não sabe como dói".
05- "Em casa de ferreiro... só tem ferro".
06- "Quem tem boca... fala. Quem tem grana é que vai a Roma!"
07- "Gato escaldado... morre, porra!"
08- "Quem espera... fica de saco cheio."
09- "Quando um não quer... o outro insiste."
10- "Os últimos serão .... os desclassificados."
11- "Há males que vêm para ... fuder com tudo mesmo!" (essa é ótima!!!)
12- "Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia."
13- "A esperança... e a sogra são as últimas que morrem."
14- "Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha."
15- "Depois da tempestade vem a .... gripe."
16- "Devagar..... nunca se chega."
17- "Antes tarde do que ... mais tarde."
18- "Em terra de cego quem tem um olho é ... caolho."
19- "Quem cedo madruga.... fica com sono o dia inteiro."
20- "Pau que nasce torto... urina no chão."
---
Recebido por email.


Escarlate II #11 - Em Busca de um Navio

Escarlate II #11 - Em Busca de um Navio

Os primeiro raios de Sol tocam as praias de Ey Vudeon. Zand já está ali, olhando o mar imenso à sua frente. Dali já vê embarcações ancoradas ao longe. Sem perder tempo, ele segue pela praia em busca daquela que o levará a Noak.

Aproxima-se de um barco um tanto descuidado, de médio porte. Chama e logo vem um jovem no típico estilo marujo.

- Oi.

- O capitão está?

- Está em terra. O que você quer?

- Preciso viajar para Noak.

- Acho difícil. Estamos indo pra Awra.

- Ok então.

E Zand segue pela costa. Mais à frente há um navio com ar um tanto hostil escrito “Vorpal”. Zand vai em sua direção.

Não precisa fazer muito esforço para encontrar os tripulantes da Vorpal. Antes mesmo de chegar ao barco, Zand ouve gritarias vindo da terra. São a tripulação, voltando ao navio.

- Quem é o capitão de vocês?

- Pra quê quer saber? - Um deles pergunta, mostrando os dentes. Outro a seu lado (“apoiando-se nele para não cair” seria uma expressão mais precisa) sorri ainda com uma garrafa na mão.

- Preciso chegar a Noak.

- Boa sorte! Estamos indo a Aklia.

E eles sobem o barco animados. Zand continua. O barco seguinte tem escrito “O Seis” e parece um tanto arrumado, apesar de pequeno. Zand se aproxima pela ponte de desembarque.

- Olá, senhor! O que procura? - Um homem está limpando o chão e se apoia no rodo para falar com Zand.

- O capitão.

- Pois já o encontrou! Em que posso ajudá-lo?

- Preciso ir a Noak. O quanto antes!

- Hmmm... Há realmente um problema... Estou indo a Ey Vieo. Se quiser carona até lá e de lá tentar arrumar outro transporte, pode vir.

“Está difícil...”

“Há mais barcos por aqui. Seria bom ver se não há um que...”

- Que horas parte?

- Ah, só após o almoço. Caso queira nos acompanhar, basta vir aqui assim que terminar de almoçar. Não esperaremos muito.

- Ok, obrigado. Vou ver...

- Claro. Ver se acha um que vai direto ao seu destino! Muito sensato! Se não encontrar e quiser ir a Ey Vieo apareça.

- Tudo bem. Se não encontrar eu volto.

Zand segue e encontra outros barcos. E ou o capitão não está presente, ou vão para outro lugar. Mais frequentemente, as duas coisas ao mesmo tempo.

“Dia Bom... Espero que seja um bom sinal...”

“Já é o décimo navio...”

“É... Vamos ver no que dá.”

Ele se aproxima e encontra dois rapazes encrencando, um empurrando o outro enquanto um terceiro apenas ri, esfregando o chão com um pano.

- Ei!

- Oi! - O que ria se volta para Zand, que chegara pela rampa.

- Onde está o capitão?

- Quem é você? O que quer com ele?

- Preciso viajar para Noak.

- Noak? Hmmm...

- Vocês estão indo para lá?

- Não sei. Só falando com o capitão.

- E onde ele está?

- Ah, ele saiu desde ontem de noite. Disse que ia à praia com a turma.

- Ok, vou procurá-lo.

“À Praia...”

“É, Eve...”


A Praia já estava aberta e Zand entra e se dirige ao balcão. Há poucas pessoas por ali, mas há mesas ocupadas. Há duas mesas com uma pessoa cada, mais um homem no balcão e uma mesa tem seis pessoas.

- Sabe onde encontro o capitão da embarcação Dia Bom? - Zand pergunta ao dono do bar.

O homem que estava do seu lado bebendo começa a rir. Encara Zand um pouco e faz sinal para que o siga. Vai até a mesa onde há seis pessoas comendo o desjejum.

- Capitão!? Acho que estão te procurando...

- Quem? - Um homem de óculos levanta os olhos quase instantaneamente em direção a Zand.

- Aqui está. - O guia sorri mais uma vez para Zand, fechando os olhos numa risada muda. Então fica quase sério de repente. - Eis o nosso capitão da Diabo M!

Balas de Prata

Numa mansão abandonada
Já sabe o que vai encontrar
Mas como já não teme nada
Ainda assim ousa enfrentar

A besta de seus pesadelos
Que destruira a sua vida
Nada mais poderá detê-lo
Vingança quer ser conseguida

Já transpôs os portões com toda
Precaução e cruzou a mata
No castelo a fera se esconde

Na arma seis balas de prata
Ao vê-la dispara seis balas
Se some pelas balas ratas

-- Cárlisson Galdino

Escarlate II #10 - O Melhor Caminho

Escarlate II #10 - O Melhor Caminho

Zand caminha pela rua decidido. Um grito vem de trás.

- Ei! Tzarend! - É o paladino Phioz. - Ei, que bicho te mordeu?

Zand continua, apenas diminui o passo para que Phioz consiga acompanhá-lo.

- O que houve? Pareceu muito abalado! Noak é sua terra?

- Não tenho terra.

- E então...

- Encontrei a pista que procurava há meses.

- Entendo. Você conhece esses bandidos que deram o golpe em Noak, não é?

- Digamos que sim.

- Se não tivéssemos nossa própria missão em Wiogee, eu adoraria acompanhá-lo. Você é um guerreiro muito bom!

- Agradeço, mas nessa eu prefiro ir sozinho. Além do mais, é importante vocês seguirem seu caminho, ele tem muito a lhes ensinar ainda.

- Tudo bem. Então - E pára Zand, colocando a mão esquerda em seu ombro, estendendo a direita para um aperto de mãos. -, boa sorte! Espero nos vermos por aí.

- Para vocês também.


 

“O que vai fazer?”

“Estamos indo buscar o Tornado para partirmos.”

“Agora de noite? Assim do nada?!”

Zand não responde aos questionamentos de Eve, enquanto segue apressado pelas ruas escuras de Ey Vudeon.

“Então eles utilizaram o tesouro de Knova para articular um golpe de estado em Noak...”

“Quem diria, não é? Rei Halkond e Rainha Rubi...”

“Não por muito tempo.”

“Ei, Tzarend... Você ouviu o que ele disse sobre soldados bloqueando a entrada?”

“Claro, mas isso não vai me deter.”

“Certamente. Certamente você derrotaria todos os soldados que houvesse no caminho. Mas certamente isso alertaria a Rubi e daria tempo de ela deixar o palácio ou se preparar melhor para recebê-lo.”

“Não tem problema.”

“Ah, tem. Você sabe como ela é sagaz.”

“E o que sugere, 'gênia da estratégia militar'?”

“Por mar!”

Zand pára por um instante.

“Até que não é má ideia. Só que é um caminho que levará muito tempo.”

“Nem tanto. O tempo a mais será compensado pelo fator surpresa.”

“Mas Beniw não é uma cidade costeira como Ey Vudeon.”

“Não, não é, mas a capital de Noak é muito mais perto do mar do que das fronteiras com Wimow.”

“Tem razão. É um caminho longo demais da fronteira até Beniw. Vou por mar.”

“Ótimo, então vamos voltar ao Hotel Prata e descansar, que marinheiro dorme e acorda com o Sol.”

“Eve, entenda uma coisa. O fato de eu ter aceito uma sugestão sua não significa que você manda em mim.”

“Quem te disse que eu mando em você?”

“Basta ver o modo como fala.”

“Escute aqui você, eu estou me empenhando em te ajudar nessa missão que você inventou e...”

“Inventei?! E agora eu inventei! Não se esqueça que fui eu que te resgatei daquela masmorra...”

“Com que objetivo?! Oh, Zand salvador de pessoas aprisionadas em objetos mágicos!”

“E para de me chamar de Zand! Já te disse que Zand morreu!”

Eles voltam ao Hotel Prata, onde Zand descansa (ou tenta) esperando pelo amanhã que não tarda.

Trégua

Apossa-se mais uma vez
Da grana que não lhe pertence
E foge assim sem se importar
Se o seu time perde ou se vence

O dinheiro veio por roubo
E agora será diferente
Ele paga caro um eqüino
E se vai dali velozmente

Montanhas, florestas e pontes
Percorre sobre sua égua
Só pára pra deixar uns contos

Após uns milhares de léguas
Vê a cidade de seus sonhos
E as nuvens armadas dão trégua

-- Cárlisson Galdino

Escarlate II #09 - Um Bardo na Praia

Escarlate II #09 - Um Bardo na Praia

“Acha mesmo que ela vai estar aqui? Nesses bares fracos?”

“Está bem, Eve. Vamos à Praia então.”

Zand deixa um dos bares à beira-mar de Ey Vudeon. Já andou por um bom punhado deles. Poucos têm clientes a essa hora. Os que têm são marinheiros ou aventureiros que os acompanham. É final de tarde e a noite começa a se aproximar. Então ele parte para o irônico bar a Praia.

- Tzarend! Aqui! Junte-se a nós! - Mal Zand entra e já encontra o grupo de aventureiros ali, comemorando.

- Onde está Oatiw?

- Descansando. Foi demais pra ele hoje. - É o paladino quem responde. - Sente-se, Tzarend! Pode ficar à vontade!

Zand se senta e presta mais atenção ao movimento. Há mais mesas ocupadas, mais aventureiros. Um sujeito lhe parece familiar próximo ao balcão, mas ele logo é chamado ao assunto da mesa.

- Estamos indo a Wiogee. - O paladino fala para Zand, e completa. - Poderia vir conosco.

- Tenho minha própria missão a cumprir.

- Entendo, mas se...

Um som de lira começa a soar pela Praia. Todos olham para o balcão. Exatamente aquele sujeito de trajes alaranjados é quem toca a lira.

- Trago notícias de outras terras! Nobres aventureiros, mal sabem o que há. É a o ciclo da História se movendo!

“No reino de Noak, aqui do lado
Uma tragédia se abateu
Um golpe de estado e num instante
Toda a monarquia morreu!

O Rei e a Rainha Fuzeddin
Nesse golpe tão de repente
Foram mortos, com seus serviçais
E todos os seus descendentes!

Quem imaginaria tal perversão
Um golpe e então novos reis?
No reino de Noak, aqui do lado
Mas o inesperado se fez!

Um novo rei, nova rainha
Que tomaram o poder a força
A confusão está criada
Tudo por um homem e uma moça

Ainda vai levar uns anos
Pra Noak se estabilizar
O golpe foi forte e agora
É tempo de se organizar!

Poucos já ouviram dos dois
Que deram esse golpe fatal
Foi um casal de criminosos
Eu posso cantar o final?”

Ele encara Zand, que já está bem próximo do balcão e do bardo.

- Prossiga.

“Noak está sitiada
Soldado que não acaba mais
Por todo e qualquer caminho
Ninguém mais entra e nem sai

Com força e muita tirania
Como há muito tempo não vi
Começa a nova dinastia
Raxx: por Halkond e Rubi”

Todos se assustam no bar quando Zand bate no balcão com toda a força.

- Ora, meu amigo

“Oh calma, meu bom companheiro
Que sua força assim desperdiça
Não fiz esse golpe de estado
Sou bardo, só trago a notícia!”

Zand se recompõe, agradece e deixa pago o bar e paga o bardo pela informação.

- “Ora, meu caro. Obrigado!
E eu posso estar enganado
Mas sei que conheço esse rosto
Apesar de estar bem mudado

Esse mundo é mesmo pequeno
Bem menor que o que se diz
Me diga se eu estou certo
Isso me fará bem feliz!
Acaso não és do meu ramo?
O Zand, meu jovem aprendiz?”

Zand nega com a cabeça, agradece sem soltar uma palavra e deixa o bar.

“Quem era ele?”

“Altapion.”

“Quem é Altapion?”

“Foi meu mestre bardo, quem pensei que estivesse morto.”

“E se decepcionou por não estar?”

“Não. Mas tenho mais o que fazer do que reviver um passado que não volta. E agora que sei exatamente onde Rubi está, vou agora mesmo atrás dela.”

Quebra-Cabeça

Esta é a letra de abertura da série Escarlate II. Foi escrita em parte pensando na visão da Eve sobre o mundo. Um dia a gente grava e libera o MP3. De qualquer forma, o arranjo de baixo e acordes-base já estão criados. Espero que gostem. ;-)


Quebra-Cabeça

A vida é uma estrada pra quem já sabe exatamente onde pretende chegar
Sem bússola ou mapa, sem GPS, sem quase ninguém com quem se possa contar

A vida é um jogo pra quem tem planos e não tem medo nenhum de apostar
As cartas na mesa, as cartas nas mangas, o blefe, o coringa e a cartada final

A vida é uma guerra pra quem acorda no mundo com uma conquista a fazer
As armas, as táticas, as vitórias e as derrotas de olho no amanhã

Às vezes ganha quem perde
Às vezes não há perdão
Quando tudo começa a fazer sentido
Quando tudo parece se encaixar
O quebra-cabeça...

É só mais uma peça!
Não é Damas, é Xadrez
É só mais uma peça!
A guerra leva mais um mês
É só mais uma peça!
É tão pouco tudo o que você fez

É só mais uma peça!
Não é Damas, é Xadrez
É só mais uma peça!
A guerra leva mais um mês
É só mais uma peça!
O jogo ainda não acabou...

-- Cárlisson Galdino

AnexoTamanho
quebraca.jpg257.31 KB

Dando o troco (telemarketing)

Atendente de telemarketing

Toca o telefone...

- Alô.

- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

- Pois não, pode ser comigo mesmo.

- Quem fala, por favor?

- Edson.

- Sr. Edson, aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção Telemar linha adicional, onde o Sr. tem direito...

- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da Telemar, e estamos ligando...

- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?

- Bem, pode.

- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

- 10331.

- Você trabalha em que área, na Telemar?

- Telemarketing Pro Ativo.

- Você tem número de matrícula na Telemar?

- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da Telemar. São normas de nossa casa.

- Mas posso garantir...

- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a Telemar.

- Ok.... Minha matrícula é 34591212.

- Só um momento enquanto verifico.

(Dois minutos depois)

- Só mais um momento.

(Cinco minutos depois)

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.

- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?

- Aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?

- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.

- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.

(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino
tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..

- 10331.

- Com quem estou falando, por favor.

- Rosicleide

- Rosicleide de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

- Qual sua identificação na empresa?

- 34591212 (mais irritada agora!).

- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?

- Aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma
linha adicional. A senhora está interessada?

- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer,
pode anotar o protocolo por favor.....alô, alô!

TUTUTUTUTU...

- Desligou.... nossa que moça impaciente!

Recebido por email... (Foto usada no post


Escarlate II #08 - De Volta à Capital

Escarlate II #08 - De volta à capital

“Quem diria... Eu que tenho que cuidar de tudo sozinho...”

“Não se esqueça de mim, Tzarend.”

“Tá, Eve...”

“Pelo menos acabou.”

Eram seis golens de cervos, que perambulavam pela casa. Eles saltaram contra os invasores e terminou que enquanto Zand derrotava os pensantes, os golens mecânicos atacavam o grupo inexperiente.

O resultado é que agora estão voltando. Zand com o golem ainda “vivo”, mas anulado. Oatiw está cheio de pano estancando as feridas. Zand insistiu que ele ficasse em Ekriot com Trutre, outro dos magos. Este, o único totalmente ileso no confronto com os cervos. Mas ele insistiu.

- Não pode me curar de novo? - Oatiw pergunta para o paladino, que também está mal, com o braço esquerdo bastante machucado e com arranhões pelo resto do corpo. O bárbaro não está muito diferente disso.

- Não sou clérigo, sou um paladino. Já fiz o que estava a meu alcance.

- Que porcaria! Não melhorei quase nada.

- Não fosse por mim, aquele corte no seu intestino ainda estaria aberto.

- Grande coisa...

“Vamos matar esses idiotas?! A gente diz pro general que eles morreram em missão!”

Um sorriso de ironia aparece discretamente nos lábios de Zand. E eles prosseguem.


Já passa da metade da tarde quando eles chegam ao castelo de Reck/Gyo. Ao notarem a chegada do grupo, prontamente um dos guardas corre para dentro. Zand não perde tempo e vai com o “prisioneiro” até a sala do general.

- Senhor Tzarend! Vejo que é rápido e eficiente em cumprir missões! - Ele grita animado. - Eu poderia até perguntar por que ainda não partiu para a missão, se eu não notasse que traz algo consigo. O que é?

- Um dos dois inimigos que se encontravam na casa – E coloca o busto sobre o birô.

- Hmmm... Interessante... Não era uma pessoa normal e ainda está vivo. Você realmente me surpreende.

- Depois pode interrogá-lo para descobrir tudo o que queria. Agora, vamos ao acordo.

- Sim, claro! Vamos buscar o pagamento merecido! Basta me seguir até...

- Preciso do pagamento, mas também preciso de outra coisa.

- Em que posso ajudá-lo? - o general se senta ao lado do prisioneiro, encarando Zand com curiosidade.

- Estou à procura de uma mulher. Uma ladra perigosa, dissimulada e experiente.

- Certo... Como ela é?

- Vinte e poucos anos, de cabelos ruivos curtos, dessa altura...

- Não tenho notícias... Na verdade, já faz um bom tempo que não tenho notícias de ladras perigosas. - Encara Zand – Tenho certeza de que ofenderia sua experiência e seu orgulho caso apresentasse as ladras que conhecemos. Acho que sei o tipo que você procura, mas faz tempo que não passa uma por aqui. Só prostitutas espertas demais e vagabundas. Nada mais.

O general olha com certa inquietude para o prisioneiro. Olha para Zand por uns segundos, mas ele nada diz. Então caminha até a porta e grita para um dos guardas.

- Soldado? Venha até aqui! Fique de olho no prisioneiro! Se algo acontecer, faça-me saber!

- Sim, senhor!

“Não desanima, Tzarend... Você não queria poder entrar no castelo?”

- General?

- Pois não, Tzarend?

- Gostaria de autorização sua para entrar no palácio apenas para observar.

- Em busca dessa tal criatura... Entendo... - Ele para à porta, pensativo. - Está bem, mas entenda: não é permitida presença de estranhos por aqui. Vou te permitir apenas como um reconhecimento pelo excelente serviço que prestou à Coroa. E apenas por um horário.

- Deve servir. Obrigado.

- Amanhã após o almoço, procure-me.

- Ei! - Trutre acena e corre até eles. - Estão tratando de todos.

- Ótimo. Venham comigo. - o general fala. - Vamos ao pagamento.

Ele segue pelo corredor, seguido por Zand e Trutre.

Desordem Sistemática

Terremoto no Ceará

O Governo Brasileiro instalou um sistema de medição e controle de abalos sísmicos no país. O Centro Sísmico Nacional, poucos dias após entrar em funcionamento, já detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste. Assim, enviou um telegrama à delegacia de polícia de Icó, no Ceará, com a seguinte mensagem:

"Urgente!!!.
Possível movimento sísmico na zona.
Muito perigoso.. 7 na escala Richter.
Epicentro a 3km da cidade.
Tomem medidas e informem resultados."

Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama que dizia:

"Aqui é da Polícia de Icó.
Movimento sísmico totalmente desarticulado.
Richter tentou fugir, mas foi abatido a tiros.
Desativamos a zona. Todos os cabra estão presos.
Epicentro, Epifânio, Epicleison e os outros cinco irmãos estão detidos.
Não respondemos antes porque teve um terremoto da gota aqui !!!"

P. S.: Mais um recebido por email...


Se beber não dirija

Se for beber, não dirija, pra não passar por isso...


Vara ao Hipopótamo

Na África do Sul, um esporte muito praticado é o "joga vara para hipopótamo". Devido à dificuldade de encontrar tão dócil e simpático animal de estimação em pet shops locais, esse esporte termina sendo praticado somente por afortunados membros ricos da elite.

A vara ao hipopótamo é um dos esportes que estrearão nas Olimpíadas da África do Sul. (hmmm... não seria Copa do Mundo?)

Foto original.


Sauron Dançou

A essa altura quase todo mundo já deve ter visto, mas como o trabalho foi muito bem feito, aqui vai: Sauron dançou, de Júlio Lima.

Frodo disse 'Não froda comigo'
Smeagol é Golon e Golon é Smeagol
Pois foi Smeagol que queimou o anel ferozmente
Caiu de bumbum a lava incandescente

Enquanto Gandalf fumava a erva dos hobbits
Escolhida a dedo pelo líder dos Entes
Ah ela deixava os velhos ogros doentes
Mas em nada afetava o elfo arqueiro valente

[Refrão]
Mas Sauron dançou
A terra média que tava baixa caiu
A casa caiu pra Sauron
Saruman que o diga
Ficou só na instiga
Saruman que o diga
Ficou só na instiga

Meu deus,como é grande esse livro
Deu três fitas
Três DVD's e uma compilação
Narrando o fato do Frodo fudido
E daquele,enrustido do Sam

Boromir se lascou
Faramir quase virou churrasco
O pai deles em chamas fez um bungee-jump
O arqueiro e o anão derrubaram até elefante
Merry e Pippin, só fizeram embaçar

[Refrão]
Mas Sauron dançou
A Terra Média que tava baixa caiu
A casa caiu pra Sauron
Saruman que o diga
Ficou só na instiga
Saruman que o diga
Ficou só na instiga

Quando a casa caiu
Ninguém botou o anel na reta
Porque a Coca-Cola já tinha o nome lá
Por isso Sauron tinha o rabo preso
Empurraram o burro em Saruman

Muita gente bailou por causa da preciosa
Apesar da boiolagem da Sociedade do Anel
Eu só queria era a princesa dos elfos
O Dadinho do morro agora é Aragorn

[Refrão]
Mas Sauron dançou
A Terra Média que tava baixa caiu
A casa caiu pra Sauron
Saruman que o diga
Ficou só na instiga
Saruman que o diga
Ficou só na instiga


Procissão ou Jesus no Xadrez?


No tempo em que as estradas
Eram poucas no sertão
Tangerinos e boiadas
Cruzavam a região
Entre volante e cangaço
Quando a lei era do braço
Do jagunço pau-mandando
Do coronel invasor
Dava-se no interior
Esse caso inusitado

Quando Palmera das Antas
Pertencia ao Capitão
Justino Bento da Cruz
Nunca faltou diversão
Vaquejada, cantoria,
Procissão e romaria
Sexta-feira da Paixão

Na quinta-feira maior
Dona Maria das Dores
No salão paroquial
Reunia os moradores
Depois de uma preleção
Ao lado do capitão
Escalava a seleção
De atriz e atores

Todo ano era um Jesus,
Um Caifaz e um Pilatos
Só nao mudavam a cruz,
O verdugo e os maus tratos

O Cristo daquele ano
Foi o Quincas Beija-Flor
Caifaz foi Cipriano
Pilatos foi Nicanor
Duas cordas paralelas
Separavam a multidão
Pra que pudesse entre elas
Caminhar a procissão

Quincas conduzindo a cruz
Foi, não foi, advertia
O cinturião pervesso
Que com força lhe batia
Era pra bater maneiro
Bastião não entendia
Devido um grande pifão
Que tomou naquele dia
Do vinho que o capelão
Guardava na sacristia

Cristo dizia: "ô rapaz,
Vê se bate devagar,
Já tou todo encalombado
Assim não vou aguentar,
Tá com a gota pra duer,
Ou tu para de bater
Ou a gente vai brigar
Jogo já essa cruz fora,
To ficando aperreado,
Vou morrer antes da hora
De ficar crucificado"

O pior é que o malvado
Fingia que não ouvia
E além de bater com força
Ainda se divertia,
Espiava pra jesus,
Fazia pouco e dizia:

"Que Cristo frouxo é você
Que chora na procissão?
Jesus pelo que se sabe
Não era mole assim não
Eu tou batendo com pena
Tu vai ver o que é bom
Na subida da ladeira
Da venda de Fenelon
O couro vai ser dobrado
Até chegar no mercado
A cuíca muda o tom"

Naquele momento ouviu-se
Um grito na multidao
Era Quincas que, com raiva,
Sacudiu a cruz no chão
E partiu feito um maluco
Pra cima de Bastião

Se travaram num tabefe,
Pontapé e cabeçada
Madalena levou queda
Pilatos levou pancada
Deram um cacete em Caifaz
Que até hoje não faz
Nem sente gosto de nada

Dismancharam a procissão
O cacete foi pesado
São Tomé levou um tranco
Que ficou desacordado
Acertaram um cocorote
Na careca de Timóteo
Que até hoje é aluado

Até mesmo São José
Que não é de confusão,
Na ânsia de defender
Seu filho de criação
Aproveitou a garapa
Pra dar um monte de tapa
Na cara do bom ladrão

A briga só terminou
Quando o doutor delegado
Interviu e separou
Cada santo pro seu lado
Desde que o mundo se fez,
Foi essa a primeira vez
Que Jesus foi pro xadrez
Mas não foi crucificado

Diz a fonte que é do Cordel do Fogo Encantado, mas sinceramente não sei de quem é a autoria desse cordel incrível!


Nuvens e Devaneios v. 2.0

Linux: ePub - O MP3 dos livros [Artigo]

Comma Sutra

As vírgulas são os sinais gráficos mais safados, sabiam? Deem uma olhada nesse manual de posições para vírgulas. :-P


Eu, Empreendedor: Mercado de Trabalho - Pequenas Empresas & Grandes Negócios - NOTÍCIAS - Amigos lançam selo de livros e faturam R$ 220 mil com apenas uma obra

A Música Brasileira

Dinho caindo do palco
Olha a situação da música brasileira:

- Cazuza e Renato Russo morreram de AIDS;
- Chico Science e Gonzaguinha morreram em terríveis acidentes de carro;
- Marcelo Yuka foi baleado e ficou sem o movimento das pernas e do braço esquerdo;
- Hebert Vianna sofreu um acidente de ultraleve, perdeu a mulher e sofreu danos no cérebro;
- Marcelo Fromer foi atropelado e morreu no hospital;
- Cássia Eller nos deixou, após um coquetel de drogas;
- Raul Seixas bebeu e esqueceu da insulina;
- Tim Maia quase não gostava...

Quem será o próximo?

Ao longo dos anos, o abuso das drogas e do álcool nos tirou: Elvis Presley, Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Brian Jones, John Boham, Kurt Cobain, Bradley Nowell, Sid Vicious, Keith Moon...

Outras fatalidades levaram Cliff Burton, Stevie Ray Vaughan, Jonh Lennon, Bob Marley, Rhandy Rhoads, Joe Ramone, Frank Sinatra, Fred Mercury, George Harrison, Marvin Gaye,Charlie Parker,Jaco Pastorius,Nico Assumpção, Tom Jobim, Vinicius de Morais.

AGORA PARE E PENSE: QUANTOS PAGODEIROS, FUNKEIROS, AXEZEIROS, MORRERAM????

- O Beto Jamaica cheira o que o nariz não agüenta e não morre, aquela praga;
- Alexandre Pires enche o rabo de cachaça, sai a toda com o seu carro, mata um coitado no meio da rua, não morre e continua compondo aquelas merdas;
- Xandy e Carla Perez, vão piorar ainda mais o futuro do mundo, tendo outros filhos;
- Netinho, do Negritude Júnior tem voz de viado, rebola como viado, parece viado e tem filho que nem coelho;
- Joelma do Calypso com aquela dancinha horrível;
- Latino pensa que é compositor;
- E o tal do Rodriguinho, o que ele quer com aquela viseira na cabeça?
- E o Cumpadi Washington, tem a maior cara de pinguço de boteco da esquina, um péssimo gosto para roupa, mas comeu a Sheila Carvalho;
- E o pagodeiro Bello, metido com traficante, encomendando míssil anti-aéreo, feio pra c... e só come gostosa.

ONDE O MUNDO VAI PARAR???

P. S.: Veio por email na forma de corrente. A foto é de Dinho Ouro Preto caindo do palco.


Pantomima: Bochecha e Tribalistas

Segundo a Wikipedia, "Pantomima é um teatro gestual que faz o menor uso possível de palavras e o maior uso de gestos. É a arte de narrar com o corpo. É uma modalidade cênica que se diferencia da expressão corporal e da dança, basicamente é a arte objetiva da mímica, é um excelente artifício para comediantes, cômicos, clowns, atores, bailarinos, enfim, os intérpretes."

Raul Franco é fera nessa arte, e faz pantomima narrando em gestos músicas enquanto ouvimos a música tocar. Dois trabalhos dele considero em especial: Assim sem você (Claudinho e Bochecha) e Você é assim (Tribalistas).

Aqui você vê a versão remix (acelerada) da Pantomima do Bochecha. E se quiser ver a dos tribalistas, veja direto no YouTube.


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